terça-feira, 10 de setembro de 2013

Guiando meu barco.

Meus movimentos, muito embora sejam demorados para alguns, sem nexo para outros, são meus movimentos.
Sigo sem pressa, limpando meus caminhos, minhas gavetas e minha alma de tudo o que não me agrada, machuca e magoa. Com a consciência que esses sentimentos todos, nascem em mim e são formados por minha pouca capacidade de lidar com o outro (ainda).
Saio das situações quando delas posso levar apenas os momentos suaves, as carícias delicadas, as palavras doces.
De que adianta pular fora do barco, se afundamos nossa alma com ele?
Nunca ficamos à deriva, mesmo quando nos sentimos perdidos em alto mar.
Os movimentos das marés nos levam pro exato lugar que devemos ir. Mas ao apressarmos a jornada, com nossa inquietude ou medos, apenas aumentamos a dificuldade de sermos não marinheiros, mas comandantes dessa nossa viagem.
Cada movimento, deve ser sentido, para que não quebremos os mastros, não rasguemos as velas e possamos ter em nossas mãos, o timão que nos guia através das grandes águas!
Quando relações são rompidas, sejam elas quais forem, ficam marcadas em nosso interior e certamente virá a tona, de forma amarga, lembrando-nos que não houve cura.
Nossas ações devem ser a de desatar nós, pois esses é que nos prenderão a pessoas ou situações que não queremos mais.
Desatando nós, as pontas ficam livres para que possam ser criados laços, e ai sim, apenas as boas memórias ficam como presentes, como lindas lições que devem ser.
Dessa forma, sigo em paz.
Buscando a calma para enxergar tudo apenas como é, sem o meu julgo pessoal. Libertando corações e almas de dores e apegos.
Assim.....a jornada vai se tornando uma linda viagem de volta pra casa..
Leve.
Livre.
Consciente.
Em paz!

Rose Ponce

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